Os quatro pilares da sustentabilidade
20/07/2010
POR SAPHYRA RUFFEIL
Quando nos referimos ao termo Sustentabilidade Empresarial, nos reportamos a uma gestão que pensa a sua empresa de forma mais saudável, duradoura e para tal deverá estar alicerçada em quatro pilares: Responsabilidade Social, Responsabilidade Ambiental, Responsabilidade Econômica e por fim a Ética em seus dois eixos: no relacionamento com os Stakeholders e qualidade de vida no trabalho.
Estes pilares estão sempre ligados aos ISOS 14000, 16000, AS 8000 e 9000.1. Porém, não necessariamente certificados pelos ISOS, mas seguindo suas conformidades, dentro dos padrões da ética, a filosofia e a missão da empresa, além do relacionamento com os Stakeholders e ações com os fornecedores, parcerias com instituições privadas e órgãos governamentais.
A empresa ocupa hoje um lócus privilegiado dentro da malha social. Refletir e pensar sobre ela e suas práticas são sinônimos de reflexão da própria sociedade, tal a importância de seu papel e significado, que certamente transbordam seus limites territoriais para muito além das águas que a cercam, afim de garantir o conceito empresarial social para sua sustentabilidade.
A economicidade, que por muitos críticos é chamada de economicismo, respalda o discurso típico de gestão com visão arcaica, e não é hoje o prevalente da gestão moderna, que busca a sustentabilidade e que implica na prática dos quatros pilares, fazendo do mercado o grande multiplicador de valores socioambientais.
Perguntar 'que tipo de empresa nós queremos?', 'por quê e para quê é necessário um padrão de competitividade tão grande?', 'para quê e para quem é útil determinado tipo de padrão de consumo?' é afinal perguntar que tipo de sociedade nós queremos e podemos criar... Esta é a grande reflexão do verdadeiro papel da empresa no planeta.
A empresa é hoje o grande protagonista do social, que incorpora o mundo do trabalho. Isto significa dizer que sobre ela se constrõem relações de sobrevivência e da própria formação e expansão da personalidade. O trabalho, depois da família e da escola, é o lócus do aprendizado de relações interpessoais e de superação de desafios intelectuais e emocionais, cuja carga simbólica é suporte da própria formação da personalidade.
O salário não é apenas fonte de subsistência: ele também é o veículo da realização de sonhos e de aspirações pessoais.
O trabalho, assim, não é apenas sinônimo de sobrevivência e o seu significado emocional é muito mais amplo. Em primeiro lugar, ele é uma fonte privilegiada de identidade. Isso porque uma pessoa constrói seus conceitos para agir, atuar e superar obstáculos e desafios, proporcionados privilegiadamente pela relação de trabalho.
Dentro desse contexto é que podemos pensar numa verdadeira função social da empresa, ao invés de pensá-la apenas como um direito subjetivo. Dessa forma, a empresa atua não apenas para atender aos interesses dos sócios, mas de toda a coletividade de forma ética e dentro das conformidades dos pilares da sustentabilidade e principalmente dos empregados, que são os maiores ativos de uma empresa, por ser eles que dão vida a pessoa jurídica.
Saphyra Ruffeil atua como assessora e consultora em Realinhamento da Gestão Social, in company e em aberto.
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