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Março de 2010

Luiz Gandini, Personalidade de Vendas da ADVB-SP
03/03/2010
O empresário José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil, recebeu o título de 'Personalidade de Vendas ADVB 2009', durante a 48ª edição, no São Paulo WTC. As personalidades que o antecederam foram o presidente da Claro, João Cox e o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli. O 'Personalidade de Vendas do Ano' já acontece há 48 anos e é um dos prêmios de maior representatividade do mercado corporativo. Gandini se sobressaiu por sua atuação na criação de mercado e demais ações no processo de vendas e fidelização, segundo a avaliação do presidente da ADVB-SP, Miguel Ignatios.

Qual a importância da conquista deste prêmio?
Minhas atividades em vendas resultaram de um trabalho realizado ao longo de três décadas, já que entre 1975 e 2008 fui membro da diretoria executiva da Assobrav - Associação Brasileira de Distribuidores Volkswagen, nas cidades de Itu, Salto e Porto Feliz. Também fui concessionário autorizado da Volkswagen Caminhões, entre 1986 e 1992, na cidade de Jundiaí. Já no setor de automóveis importados, representamos as italianas Lamborghini e Bugatti e a inglesa Lotus, entre 1994 e 1997. Toda essa experiência contribuiu para que nosso trabalho tenha recebido o devido reconhecimento.

Estar à frente da Kia Motors no Brasil já é um grande desafio. Quais as projeções da Kia para um mercado que está em constantes transformações?
Em 1992, o Grupo Gandini conquistou a representação oficial da Kia Motors Corporation para o mercado brasileiro e cinco anos depois, assumi a presidência da Kia Motors do Brasil. Hoje, a Kia Motors do Brasil consolida-se como um dos principais players do segmento de importação de automóveis. Este ano, conseguimos também a representação oficial da Kia Motors Corporation para o mercado uruguaio, além de firmar parceria com a Nordex uruguaia na montagem do caminhão leve Bongo, cuja produção será, a partir de janeiro de 2010, destinada aos mercados brasileiro, argentino, paraguaio e uruguaio.

Enquanto presidiu a Abeiva - Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores, o senhor foi defensor incondicional da isonomia tarifária e lutou contra barreiras não tarifárias enfrentadas pelo segmento de importação automotiva. O que efetivamente falta para o Brasil concorrer em iguais condições com outros países?
Nos primeiros anos da década de 90, justificava-se aplicar a alíquota de importação, na medida em que o Brasil precisava investir mais em tecnologia e no design de seus automóveis. Por esta razão, em agosto de 1996, as importadoras e o Governo estabeleceram um Acordo Automotivo, por meio do qual havia uma cota tarifária, que deveria ter se encerrado em no dia 31 de dezembro de 1999. Assim, a partir de 1º de janeiro de 2000, teríamos a isonomia tarifária. No entanto, isso não ocorreu. Hoje, o Brasil é um dos principais pólos produtores de automóveis do mundo, em especial na categoria de subcompactos e compactos e as montadoras possuem tecnologia e design. Por isso, não há mais o que temer em relação a outros países fabricantes de veículos.


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